Visita ao dentista (1).

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Quem tem boca vai ao dentista.
Autor Desconhecido

Ufa!!

Depois de vários dias sem postar, retomo as atividades aqui no blog, cheio de projetos para o ano e espero poder colocar todos em prática ou pelo menos alguns, mas vamos lá, hoje quero falar de uma experiência que tive essa semana.

Se tem duas coisas que eu realmente tenho medo, pavor, receio e outras coisas mais, são: rato e dentista. Nunca escondi isso de ninguém, a primeira quase não vejo (graças a Deus), a segunda procuro seguir todas aquelas recomendações que ouvimos desde novinhos, escove bem os dentes pelo menos três vezes ao dia, evite doces, passe fio dental e etc… só para não ter que ir, mas dessa vez não tive como escapar.

De um tempo para cá, não tive muita escolha devido a uma obturação que caiu e passei em várias salas de emergência para sanar provisoriamente o problema e prolongar um pouco mais o tratamento definitivo diagnosticado por todos eles que seria um tratamento de canal.

Um mês atrás apareceu um caroço exatamente no feliz do dente que já tinha até esquecido que ele existia, procurei um dentista e ele me indicou uma cirurgia para tirar o mesmo, mas só depois que fizesse o tratamento de canal no dente.

Resumindo: o desespero passou a tomar conta de mim, mas o que poderia fazer a não ser encarar a fera, pegar o bicho pelo chifre e mostrar que posso encarar meus medos.

Fui com a cara e a coragem, sem levar ninguém pra me acompanhar e correr o risco de me verem com a cara inchada de tanto chorar. Minha mãe até insistiu para ir, mas não queria correr o risco. Já pensou, ela vendo a cena, um marmanjão deste com barba na cara, se desaguando em lágrimas devido a uma ida ao dentista? Realmente não iria correr o risco.

Procurei chegar cedo ao consultório, queria me ver livre o mais rápido possível, uma atendente muito simpática me informou que deveria aguardar um pouco que já iriam me atender. A dentista foi pontual e muito simpática, me sentia até melhor, confiante de que com ela no leme dos aparelhos, tudo seria tranqüilo, porém ao entrar na sala, ver todos aqueles apetrechos e aquela cadeira que mais parece um aparelho de tortura, o pânico novamente tomou conta de mim.

Desespero mesmo foi quando vi o tamanho da agulha da anestesia que iria ser introduzida na minha cavidade bucal, a partir daí não abri mais os olhos, nem queria saber o que estava entrando e saindo, só pedia a Deus quer terminasse logo.

Duro foi ouvir o barulho infernal daquela broca, meu corpo inteiro ficava rígido. Alias, acho que dentistas são pessoas insensíveis, não importa o quanto você se contraia na cadeira e gema, sempre é frescura sua. ”Tem uma língua querendo ser cortada aqui”, disse se pocando de rir a dentista.

Eu me sentindo um pequeno cordeiro nas garras de uma loba, e ela conseguindo fazer piadinha com a situação, segundo minha mãe, as piadas são para relaxar o individuo, mas creio que isso não funcionou muito bem comigo não.

Calma que não vai doer nada.

Calma que não vai doer nada.

Já estava com a boca doendo de tanto ficar aberta, achando que já estava no final, quando ela resolve fazer um raio-x, estou até agora sem entender o motivo, mas me disseram que é normal. Precisou de várias tentativas, pois não conseguia controlar minha língua, que teimava em tirar o filme da posição. Só consegui me controlar quando ela disse que se não conseguisse tirar o bendito do raio-x, ela iria arrancar meu dente. Agora sim, tive a certeza de que dentistas são pessoas insensíveis e chantagistas. Nessa hora pensei em tudo, menos que eu estava dentro de um consultório odontológico.

Finalizando o procedimento, ela fez umas medições doida no meu dente, fechou o buraco, olhou no fundo dos meus olhos e me disse: Até a próxima, seu retorno e daqui a duas semanas para fazer o canal.

Só então descobri que ela apenas iniciou o tratamento.

Como já estou ansioso pelo retorno, busquei algumas dicas com “especialista” que podem ajudar na hora que está na jaula com a fera, segue ai:

Primeira coisa e a mais difícil é manter a calma: lembrar que os equipamentos de hoje são mais modernos que antigamente, nem a agulha da anestesia dói como antes, existem bons profissionais que zelam pelo seu bem estar. Pense positivo.

Outra coisa que ajuda na hora de relaxar, peça ao seu dentista uma indicação de um tranqüilizante, para que você possa tomar antes de ir visitá-lo.

Leve seu mp3,mp4, sei lá, qualquer coisa que você possa ouvir, coloque no ultimo volume, cante junto (mentalmente é claro)… enfim, tente tirar  o foco do que está acontecendo, conheço pessoas que tem tido bons resultados com isso.

Quando não der mais pra segurar, levante a mão, peça para esperar um pouquinho, respire fundo e toque o barco.

Ficar com dente podre na boca é que não dá.

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Comentários

Dente podre??? Num da nem pode… eca.

Parabéns por superar seus medos, já perdi oito dentes por sofrer de sindrome do dentista, onde fiz tratamento psicológico. A cada visita, era uma lingua cortada, ou um machucado novo na boca.

Hoje, mesmo sem os oito dentes, consegui superar o medo da agulha. Espero que você tambem consiga sem sofrer como eu.

Abraços!

É José a necessidade tem que superar o medo sempre.

Para de tortura…ranca logo. Vc ainda vai ficar com 31 e nem usa todos.

Bjo mano!

[...] quem quer saber o início da saga, clique aqui. Continuando, cheguei na clinica cedo dessa vez, pra ver se conseguia me concentrar e relaxar, [...]

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