O enterro do “Eu não consigo”.

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Aprendi na vida que a maioria dos problemas complexos têm soluções simples.
(Alcides Tápias)

Você já se propôs algum desafio, ou foi desafiado por alguém ou alguma circunstância. Desejou alcançar um objetivo, mas não obteve êxito.

Ou acabou desistindo do “projeto” antes de tê-lo concluído, por que de alguma forma percebeu, sentiu que não iria conseguir aquilo?

Calma… Eu também já passei por situações semelhantes. Aliás o tema de hoje abordo justamente baseado em experiência própria.

Mas, após algumas derrotas, consegui enxergar a verdade. Na maioria das vezes, que eu não alcanço algum objetivo, ou, que desisto antes do final, a culpa ou a causa sou eu mesmo.

Desisto muito fácil das coisas, não porque quero, mas por medo e receio de não dar certo.

Minhas atitudes, a maneira como me comporto e até mesmo o que penso a respeito do assunto.

E acredite, existe uma frase que é fatal nesse processo!

“Eu não consigo”…

Imagine o poder destruidor que esta pequena frase de apenas três palavras tem!

Agora, acalme-se… Respire fundo. Eu tenho uma resposta para isto.

Tenho feito e tem dado certo. Não é fácil, concordo. Mas o que importa, é que comigo tem funcionado, e sei que pode funcionar com você.

Não é uma fórmula secreta. Nem uma pílula mágica. São apenas algumas atitudes, disciplina e vontade de mudar uma situação.

O segredo está na perseverança de não desistir. A frase que mais tenho usado no meu dia a dia é essa: Sou capaz, por isso não desisto jamais.

Encare seus problemas de frente

Encare seus problemas de frente

Mas na prática a lição que tem me ajudado, e tenho certeza que pode te ajudar também, vem de uma professora primária do interior dos Estados Unidos… História contado Chick Moorman num livro chamado “Canja de Galinha Para a Alma”.

Leia a história e aplique em sua vida!

Chick Moorman, era supervisor e incentivador de treinamentos, quando um dia viveu uma experiência muito instrutiva, que o marcou para sempre, conforme ele mesmo narra:

Tomei um lugar vazio no fundo da sala e assisti. Todos os alunos estavam trabalhando numa tarefa, preenchendo uma folha de caderno com idéias e pensamentos.

Uma aluna de dez anos, mais próxima de mim, estava enchendo a folha de “Não consigo”:

“Não consigo chutar a bola de futebol além da segunda base.”

“Não consigo fazer divisões longas com mais de três números.”

“Não consigo fazer com que a Maria goste de mim.”

Caminhei pela sala e notei que todos estavam escrevendo o que não conseguiam fazer.

“Não consigo fazer dez flexões.”

“Não consigo comer um biscoito só.”

A esta altura, a atividade despertara minha curiosidade e decidi verificar com a professora o que estava acontecendo e percebi que ela também estava ocupada escrevendo uma lista de “não consigo”.

Frustrado em meus esforços em determinar porque os alunos estavam trabalhando com negativas, em vez de escrever frases positivas, voltei para o meu lugar e continuei minhas observações.

Os estudantes escreveram por mais dez minutos. A maioria encheu sua página.

Alguns começaram outra. Depois de algum tempo os alunos foram instruídos a dobrar as folhas ao meio e colocá-las numa caixa de sapatos, vazia, que estava sobre a mesa da professora.

Quando todos os alunos haviam colocado as folhas na caixa, a Professora, acrescentou as suas folhas, tampou a caixa, colocou-a embaixo do braço e saiu pela porta do corredor. Os alunos a seguiram. E eu segui os alunos.

Logo à frente a professora entrou na sala do zelador e saiu com uma pá. Depois seguiu para o pátio da escola, conduzindo os alunos até o canto mais distante do playground. Ali começaram a cavar.

Iam enterrar seus “Não consigo”! Quando a escavação terminou, a caixa de “Não consigo” foi depositada no fundo e rapidamente coberta com terra.

Trinta e uma crianças de dez e onze anos permaneceram de pé, em torno da sepultura recém cavada.
a Professora, então proferiu louvores:

“Amigos, estamos hoje aqui reunidos para honrar a memória do “não consigo”. Enquanto esteve conosco aqui na Terra, ele tocou as vidas de todos nós, de alguns mais do que de outros. Seu nome, infelizmente, foi mencionado em cada instituição pública, escolas, prefeituras, assembléias legislativas e até mesmo no palácio do governo”.

“Providenciamos um local para o seu descanso final e uma lápide que contém seu epitáfio. Ele vive na memória de seus irmãos e irmãs “eu consigo”, “eu vou” e “eu vou imediatamente””.

“Que “não consigo” possa descansar em paz e que todos os presentes possam retomar suas vidas e ir em frente na sua ausência. Amém.”

Ao escutar as orações entendi que aqueles alunos jamais esqueceriam aquela lição.

A atividade era simbólica: uma metáfora da vida. O “não consigo” estava enterrado para sempre. Logo após, a sábia Professora encaminhou os alunos de volta à classe e promoveu uma festa. Como parte da celebração, a Professora recortou uma grande lápide de papelão e escreveu as palavras “não consigo” no topo, “descanse em paz” no centro, e a data embaixo.

A lápide de papel ficou pendurada na sala de aula daquela Professora durante o resto do ano.

Nas raras ocasiões em que um aluno se esquecia e dizia “não consigo”, a Professora simplesmente apontava o cartaz descanse em paz. O aluno então se lembrava que “não consigo” estava morto e reformulava a frase.

Eu não era aluno dela. Ela era minha aluna. Ainda assim, naquele dia aprendi uma lição duradoura com ela.

Agora, anos depois, sempre que ouço a frase “não consigo”, vejo imagens daquele funeral da quarta série. Como os alunos, eu também me lembro de que “Não consigo” está morto e enterrado.

A dica de hoje é básica:

Quando temos uma meta, um objetivo a ser atingido, ele deve ser buscado intensamente por nós, deve ser visualizado sempre, e todas as coisas que possam retardar nossa marcha até ele, devem ser revistas ou deixadas para trás.

Não esqueçamos que devemos desejar ardentemente e perseverar até o fim.

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