O Príncipe e a Rosa.

“Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.”
Antoine de Saint-Exupéry
Uma grande colega minha me pediu para falar sobre amor, mas achamos muito complexo o termo amor, até porque amar tem tantas variações que seria difícil para falar tudo em apenas uma mensagem. Amor verdadeiro, só existe em Deus, e esse Amor não há como negar.
Mas esse bate papo com ela, me fez lembrar do livro o Pequeno Príncipe de Antoine de Saint-Exupéry e do amor puro, ingênuo e verdadeiro que ele nutria pela sua rosa, ao ponto de suportar todos os caprichos que ela exigia.
Suportar muitas vezes é amar, tenho certeza que você já suportou alguém ou alguma coisa por amor. Suportar, não quer dizer que eu e você devamos aceitar os defeitos e erros do outro, mas, aprender a conviver com eles. O amor exige isso, uma entrega total do amante para o amado, e só sabemos que amamos quando aprendemos a sofrer pelo outro e a perdoar o erro do outro, tem um trecho de uma música do Padre Fábio de Melo, que diz:
“… Só quem perdoou na vida sabe o que é amar
Porque aprendeu que o amor só é amor
Se já provou alguma dor
E assim viu grandeza na miséria
Descobriu que é no limite
Que o amor pode nascer.”
O amor verdadeiro nasce nos limites do sofrimento, nos limites da dor, no tempo que se perde com a criatura amada. E quando digo perder, é perder mesmo.
Sei que você também já sofreu por amor e achou que estava perdendo seu tempo com isso. Não é verdade?
Quantas pessoas já “perderam” seu tempo comigo, e nem por isso deixaram de me amar. Reconheço que nem sempre puder demonstrar o quanto sou grato, pelo amor que desprenderam por mim, mas, procuro amar na mesma proporção que me deram esse amor.
Amar muitas vezes decepciona, mas não nos impede de continuar amando.
Só somos feridos por quem amamos, porque quem não amamos, por mais que nos joguem no chão, não é o suficiente para nos manter caídos, sempre haverá um motivo para se reerguer.
O pequeno príncipe sabia disso, sabia que sua rosa não era modesta, mas mesmo assim, se comovia ao ponto dele regá-la, protegê-la das correntes de ar, colocá-la todas as noites em uma redoma de vidro para lhe proteger do frio, matava as larvas que insistiam em comer suas folhas, escutava ela se queixar ou gabar, ou mesmo aceitar seus silêncios às vezes. Ele a amava assim, mesmo descobrindo que ela não era a única da sua espécie no universo, como afirmará para ele.

O Pequeno Príncipe
“Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.”
Perdemos tempo buscando algo para nos fazer bem, e esquecemos que só seremos felizes a partir do momento em que amarmos sem querer receber algo em troca.
“Lembre-se que o melhor relacionamento é aquele no qual o amor de um pelo outro é maior do que a necessidade que um tem do outro”.
O tempo que se perde com a sua rosa, é a que a torna tão importante para você.
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Comentários
Entender o significado do amor é muito complexo quando achamos que o amor é algo que terá um retorno. Amar é aceitar a outra pessoa da maneira que ela é, principalmente com os defeitos, mesmo que um deles seja o de não corresponder esse amor. O resto é fogo em palha, intenso enquanto queima, depois apaga quando não há mais palha para queimar.
A Sabedoria divina adverte:
O Amor em excesso causa falência da tristeza, depressão e da falta de perdão.
Muito lindo esse filme, como é bom descobrir com ele o significado da palavra “cativar” descobrir que quando cativamos alguém esse alguem se torna especial, diferente e unico para nós. Cativar e amar, perdoar e se doar ao outro sem esperar nada em troca. Ensina-me a cativar Senhor……….


É possivel amar ao próximo de forma saudavel e equilibrada quando não temos esse mesmo amor por nós mesmos? Não falo de egoismo. Amar a si não é pensar em si. Alias, a melhor forma de amar errado é quando amamos nos pondo em primeiro plano, mesmo que indiretamnete, encondendo de nós mesmos.
O amor precisa ser escandaloso? Não pode se amar no silêncio? No respeito? Nos pequenos gestos? Claro que o ser humano ama os grandes dramas, mas na maioria do tempo o amor pode ser silencioso, sem ônus para o mesmo. Pelo contrário.